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quarta-feira, 9 de março de 2011

FILÓSOFO NIETZSCHE EM BUSCA DA MULHER IDEAL

http://marcopablo9.blogspot.com/

http://recantodasletras.uol.com.br/autores/marcopablo

FILÓSOFO NIETZSCHE

EM BUSCA DA MULHER IDEAL

Acabo de ler em três dias do feriado de Carnaval de 2011 a vida de FREDERICO NIETZSCHE, uma leitura densa de um livro lançado em 1909(1ª edição) na França, do autor Daniel Halévy, cuja disposição para leitura, traduzido para o português, está no site:http://www.consciencia.org.

Agradou-me muito conhecer detalhes de Nietzsche para além de seus livros, pois para mim ficou a nítida impressão de que precisamos fazer uma diferença entre o Nietzsche como um ser humano afável, bondoso, cordial, gentil e o Nietzsche escritor. Entre Ele e sua Filosofia. Falo isso para aqueles que não conseguem enxergar além do Nietzsche Ateu e cético.

Neste livro, encontra-se um trecho de uma carta em que Nietzsche escreve a sua irmã Lisbeth, em 25 de janeiro de 1888, e fala sobre um sentimento que teve ao ver uma bela jovem:

“É preciso que eu te conte uma pequena aventura: Ontem, quando fazia o meu costumeiro passeio, ouvi, não longe de mim, uma voz e um riso cálido e franco (parecia-me estar ouvindo o teu riso), e, quando a pessoa em questão passou junto a mim, vi uma encantadora moça de olhos escuros, delicada como uma corça. Isto reanimou por um momento o meu coração, meu velho coração de filósofo solitário: pensei nos seus conselhos matrimoniais, e, durante todo o passeio, não pude mais afastar de mim a imagem daquela jovem e amável criatura. Não há dúvida de que me seria muito proveitoso ter ao meu lado um ser tão delicioso; mas, para ela, seria igualmente proveitoso? Não ficaria esta moça infeliz com as minhas ideias? E meu coração não se despedaçaria (supondo que a amasse), ao ver sofrer uma criatura tão encantadora? Não, não! nada de casamento!”

Na realidade o que Nietzsche percebeu foi que é difícil acha alguém que nos compreenda. E compreenda principalmente o “SER” do filósofo. Ou posso dizer: para a maioria superficial é difícil compreender alguém que foge dos padrões do geral.

Hoje, em pleno século XXI, os “nietzsches” estão cada vez mais sós neste mundo de pura vaidade. A pequenez da alma humana cada vez mais definha para a sordidez. O egoísmo humano impede os bons relacionamentos.

O espírito de um sábio não pode se mesclar com a burrice de um ser superficial. É uma tortura olhar e verificar a vacuidade do pensar.

Nietzsche olhou para aquela bela jovem e sua beleza o encantou. Sentiu dentro de si o desejo da intimidade. Compartilhar, trocar ideias, fusão de mundos... alguém para lhe ser uma “auxiliadora idônea”.

Contudo, as excentricidades de um filósofo não se encaixam nas mesmices e nos caprichos dos seres em geral. As esquisitices(leia-se modo de ser) de um Nietzsche não é algo fácil de ser apreciado por alguém cuja mentalidade não passa de um software pré-programado para pensar e agir de acordo com o sistema entorpecedor da inteligência humana.

Para estas mentes condicionadas, as “formas” têm mais valor do que o conteúdo. O aparente e as ilusões das comodidades do bem-estar passam a serem os únicos critérios de escolhas, mais importantes do que aquilo que É como essência e verdade, como diamante lapidado pelas provações.

É lastimável hoje conversar com a maioria das jovens. Há uma superficialidade de alma quase intragável durante 3 minutos de conversa. A cultura abestalhada que massifica 99% das mentes atuais, produzindo seres ‘robotizados”, agindo e se comportando tudo de modo sempre igual. O que muda é apenas a exterioridade, o conteúdo do ser reflete sempre a mesma imagem de uma cultura diluída nas idiotices de um sistema que atende um mercado de grande comércio. A globalização engloba tudo e faz de todos, um todo só igual.

Assim, está mais difícil para um “nietzsche” de hoje pensar em casamento. O mágico ilusionista do sistema espalha a materialidade enganosa como uma fumaça negra diante do espelho da alma em que cada pessoa passa a não se enxergar como deveria se enxergar, mas vê como desejosa de parecer igualzinha aos demais “parafusinhos” da engrenagem mecânica do sistema cultural.

Neste sistema, um “homem para casamento” passou a ser um GRANDE CAPITAL, sistema em que as mulheres se multiplica como gafanhotos do egito, oferecendo como moeda de troca sua beleza e sua juventude. Moeda de troca que na realidade não vale um centavo se apenas isto tiver a oferecer. No entanto, a pequenez da alma humana estar tão rebaixada que os vales lamacentos são bebidos e desfrutados como o que há de melhor no mercado.

A verdade é que um “nietzsche” que age e pensa no que há de melhor em termos de valores não se deleitará com alguém cujo ser não passa de um esgoto fétido em que, há muito, nada mais é do que um canal de escoamento dessa lama que nossa sociedade se encontra mergulhada.

Há uma náusea no meu estômago diante das leis de comportamentos burrificadas que se repetem quase todos os dias de um agir que busca a aprovação da maioria e o glamur das massas entorpecidas pela vanglória da pura vaidade.

Gente superficial, com quilos de conhecimentos de livros, que só servem para quem não sabe ler, no entanto, a sabedoria do viver prático não se manifesta.

Frederico Nietzsche em sua vida teve a oportunidade de conhecer uma bela mulher, chamada Cosima Liszt, uma admirável mulher ativa e lúcida, atenta e eficaz. No entanto, era casada com um de seus melhores amigos - Richard Wagner.

Daniel Halévy, assim expressa os pensamentos de Nietzsche, pouco tempo antes de enlouquecer mentalmente, recordando o passado na casa de seu amigo:

Nietzsche recorda aqueles admiráveis dias de Triebschen, quando Cosima o acolhia, ouvia suas ideias e seus projetos, lia seus manuscritos e se mostrava benévola e atenta. Nietzsche exalta-se. O sofrimento e a irritação deformam suas recordações. Interroga-se: não teria amado Cosima? E ela mesma, não o teria amado? Nietzsche gostaria de acreditar nisso e, efetivamente, acaba acreditando. Sim, houve amor entre eles, e Cosima tê-lo-ia salvo como salvara Wagner, se, por um favorável acaso, o tivesse conhecido alguns anos antes. Mas o acaso sempre fora adverso a Nietzsche, e também nesta ocasião Wagner o despojara, ficando com tudo: glória, amor e amizades.

Cosima era uma mulher de cultura, compartilhava com Nietzsche as leituras de seus livros, lhe presenteava belos livros de grandes autores até então desconhecido dele.

Cosima era casada com um grande homem, um grande artista da música clássica. Ao contrário do que normalmente acontece: mulheres de boa personalidade, às vezes, as vejo casadas com grandes patifes.

Uniões de verdadeiros encaixes de afinidades necessitarão de um “acaso” – uma coincidência divina - orquestrador do momento certo e da hora certa.

O fato é que há poucas “cosimas” neste mundo de diluição dos melhores valores. O que mais se verifica é um bando de homens sacanas e de putas das mais diversas categorias.

Sim, o Brasil é um país onde se encontra as melhores putas do mundo. No estrangeiro, as brasileiras estão entre as melhores das latinas calientes. Este país é um país de turismo sexual, as putinhas se vendem em troca de dinheiro vivo, na hora, pago pelo programa realizado; ou aquelas putas civilizadas que “dão” em troca de um belo ca-$-amento.

Diante dessa facilidade de mulheriu no cio no cambio do mercado matrimonial e daquelas postas à venda, ou dispostas a qualquer aventura, os homens cretinos “adoram” o país tropical, abençoado por Dionísio - “deus” grego da orgia.

Nietzsche se interessou também por uma outra jovem, a russa Lou Salomé(depois tornou-se conhecida como psicanalista e colaboradora de Freud). Porém foi dispensado, pois esta preferiu ficar com o seu amigo Paul Rée. Tratou-se de uma paixão não correspondida. E por causa deste incidente, o autor Alfredo Naffah, no livro Nietzsche: a vida como valor maior, diz que: “O episódio terminou com a união de Lou Salomé e Paul Rée e o rompimento de Nietzsche com ambos e com a própria família. Já nessa época, ele usava os mais diferentes tipos de drogas para aplacar seus sintomas: sais, soporíferos e haxixe. Após a desilusão com Lou Salomé, perseguiram-no ideias de suicídio: por três vezes, ingeriu doses abusivas de narcóticos.”( FTD, São Paulo, 1996, pág. 22)

Já dizia o GRANDE SÁBIO: “Mulher virtuosa quem a achará? O seu valor muito excede ao de rubis”. Prov. 31.10. Nietzsche experimentou este texto na carne. Se queixou muitas vezes para seus amigos de sua solidão. Diversas cartas endereçadas aos amigos mostram como eles eram muito importantes para Nietzsche, pois a este lhe faltava uma companheira idônea. Seria então, esta solidão, porque este filósofo era alguém cuja personalidade seria de difícil sociabilidade?

Creio que não, pela leitura que fiz da vida de Nietzsche verifiquei que ele sempre foi um homem muito amoroso para com seus amigos, sua irmã, sua mãe. Na maior parte da leitura sobre ele, percebi que o que de mais se sobressai foram os rompimentos de seus amigos para com ele, deixando-o só, abandonando-o, não respeitando suas convicções filosóficas.

Era um homem, como disseram dele, de sorriso fácil, que admirava as paisagens belas da Europa, e que se deleitava com músicas e arte. Não era um ser perfeito, tinha como qualquer ser humano seus defeitos, como um excesso de auto-confiança, melancolia, e um certo estilo aristocrático. No mais, como ser humano em seus relacionamentos, sempre foi cordial. Nietzsche muda apenas quando se aproximava sua insanidade iminente(por volta de seus -+44 anos...) Nietzsche torna-se um ser amargo, irritado e com surtos de grandeza.

Enfim,

Como bem coloca a antropóloga Mirian Goldenberg em seu livro POR QUE HOMENS E MULHERES TRAEM? - De leitura agradável e ótimo, livrinho barato e acessível:

“Uma grande mulher se expressa quando ela é amiga, amante, companheira, parceira, cúmplice. Ela deve ser o equivalente de todas as mulheres do mundo, sem faltas ou vazios que poderiam ser preenchidos por outra. Ela deve ser única, especial, plena, insubstituível. (...) Uma grande mulher é aquela que ensina, transforma, instiga, provoca, desafia. Não é alguém que quer mandar à força, ou mudar o homem com suas críticas, reclamações, cobranças e exigências. Ela deve provocar a admiração do seu homem. (...) não será necessariamente bonita, jovem, gostosa, sexy, mas sempre terá outros capitais como a capacidade de ensinar algo, de mudar a visão de mundo, de introduzir a mundos novos, de ser companheira, de ser carinhosa, atenciosa, compreensiva”.(Edições Bestbolso, Rio de Janeiro, 2010, p.122-23)

Assim era a mulher que Nietzsche procurava...

Assim é o tipo de mulher que me agrada também...

Não sou filósofo, mas sou um homem que tem bom gosto também...

Por quê não?

Marcos Paulo A. Morais

09 de Março de 2011

Teresina(PI)

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

CASO DOS CICLISTAS ATROPELADOS: UMA ANÁLISE SOCIOLÓGICA E JURÍDICA

CASO DOS CICLISTAS ATROPELADOS: UMA ANÁLISE SOCIOLÓGICA E JURÍDICA

AUTOR: MARCOS PAULO A. MORAIS

Hoje, 28 de fevereiro de 2011, assistir na televisão e depois no You Tube o vídeo (http://www.youtube.com/watch?v=R_Wy2Kjn_CQ).

Cenas chocantes. Cena grotesca. Uma barbaridade sem qualquer justificação.

O interessante é que neste momento, o que nós vemos na sociedade é uma indignação de quase todos os brasileiros acerca do incidente focalizando o fato em si, a sua barbaridade, sua selvageria.

No entanto, é hora de analisar também a situação diante de nosso contexto histórico, pois muitos também estão justificando o ato do delinquente, sim – absurdo, mas veja os comentários na internet. Você verá muita gente repugnando o atropelamento, como também pessoas justificando o fato devido à inconveniência dos ciclistas ocupando o espaço que é público.

Ora, por que então há parcela da sociedade dizendo: “bem feito!”? Talvez não fariam o mesmo, mas não reprova, e justifica o fato.

Simples, desde de nossa formação cultura de Brasil colônia, do Império... que nossa sociedade sempre foi e ainda é hierarquizada. Entre quem “pode”(economicamente) e que “não pode”.

Assim também, essa sociedade que se estabelece pelo “status” que alguém tenha, se transfere para o trânsito. O baronato burguês e a alta aristocracia detentora dos privilégios não admitem que ciclistas e pedestres sejam empecilhos e obstáculos, pois afinal de contas, eles acham que estes seres “inferiores” são seres sem direitos, apenas têm deveres.

Assim, para muitos dessa classe que possuem essa mentalidade de Brasil Colônia, de Brasil Império, dividido em homens livres e escravos; homens que têm o poder(econômico, social, Político) para impor-se aos demais, passam a exigir que pedestres e ciclistas lhes respeitem. Que saiam da frente, ou virarão carne moída e um bando de ossos quebrados!

Hoje, os despossuídos de um belo carro são alvos(vítimas) das modernas “Carlotas Joaquinas” cheias de pose, fruto de uma hierarquia econômica e de status, pela sensação de distanciamento e alienação proporcionado pelos vidros escuros, pelo barulho inexistente do motor, pelo conforto absoluto dos bancos acolchoados, pelo ar refrigerado do ambiente interno... sendo que tudo isso produz nesse ser, herdeiro e reprodutor dessa desigualdade social que perpetra o nosso país à séculos, a expectativa de que, por esses fatores de privilégios, cidadãos ciclistas devam ser punidos como no Irã – não à pedradas, mas atropelados. Um monstro desse naipe é um Muammar “Kadafi” com carteira de identidade de brasileiro. Deveria está na Líbia no governo anti-humano do ditador.

Pois uma “via pública” sendo ocupado por ciclistas – que na realidade não é pública, mas privada para a aristocracia automotizada – é uma ofensa a este escroto que se julga pertencente à realeza.

Ora, pergunto outra vez, o que leva o indivíduo brutalizado pelo nosso contexto histórico a enterrar o pé no acelerador e passar pelos ciclistas sem qualquer piedade?

Duas coisas básicas me vêm à mente com clareza:

1. Primeiro: Em nossa sociedade, quem é proprietário de um carro caro, quem tem o carro mais bonito, tem mais poder econômico, tem mais estudo, se veste melhor, faz parte de uma classe superior... portanto, tem mais prestígio, e alimenta a ideia idiotada de que merece respeito e reconhecimento de seu “valor”. Daí, se caso não houver isso, devido alguma perturbação de seu direito de ir e vir em suas quatro rodas, se irrita, fica nervosinho, xinga, grita, se estressa, fica impaciente. É nesse sentido que todo esse descontrole emocional brota quando não se respeita o seu “status” enquanto classe hierarquicamente superior.

Ora, um ciclista, um motoqueiro proletariado, um assalariado ou um aposentado pedestre sendo um “atraso” no deslocamento ou atrapalhando o trajeto, desobedecendo o código histórico das desigualdades sociais, entre quem têm e quem não têm – tudo isso, se traduzirá nesse stress e agressividade e nas atitudes malcriadas de xingamento e palavrões no trânsito brasileiro.

2. Segundo: O código de transito brasileiro no art. 20, parágrafo 2º diz que : “

“Respeitadas as normas de circulação e conduta estabelecidas neste artigo, em ordem decrescente, os veículos de maior porte serão sempre responsáveis pela segurança dos menores, os motorizados pelos não motorizados e, juntos, pela incolumidade dos pedestres”

Assim, o Código diz que qualquer motorista de um veiculo motorizado deve velar pelo cuidado em relação aos veículo de menor porte e àqueles que não são motorizado(bicicleta).

Desta forma, o stress, a ansiedade, e a malcriação infantilizada da classe motorizada no trânsito é fruto dessa relativa desigualdade de direitos nas ruas imposta pelo código de trânsito. Percebam que diz o texto que os automóveis “... serão sempre responsável pela segurança dos menores(...) não motorizados(ciclistas) e(...) pela incolumidade dos pedestres”. Deste modo nós temos um conflito entre a realidade social e o texto da lei. Pois, na verdade, a realidade social de nossa sociedade aristocrática impõe que são os pedestres e ciclistas que devem zelarem pela sua própria segurança. Se tiverem juízo, se auto-protegerão dos veículos, com o máximo cuidado possível, preservando a incolumidade física e a própria vida. Essa é a realidade social.

O parágrafo 2º da lei do CTB trata-se de um “natimorto”, pois foi gerado em uma sociedade em que a “licença” para dirigir um veículo motorizado é um “diploma” de superioridade social.

Daí que atropelando pedestres e ciclistas, ou mesmo matando-os, se paga com cestas básicas.

Dirão os aristocratas de seus confortáveis carros: que papo é esse de nós garantirmos a segurança de ciclistas, motocicletas ou do pedestre? Como respeitar um pedestre, se para mim, aristocrata, ele é quase sempre um ser “invisível”?

O stress e o nervosismo no trânsito, entre suas origens, tem-se isso aí: a insuportabilidade de ter que obedecer regras diante de quem lhe seja “inferior”. O individuo que cresce nesse ambiente burguês aristocrático cresce com dificuldades em matar dentro si o menino abobalhado e idiotado, paparicado e mimado pela mamãe e pelo papai bobões, que cresceu com maus hábitos, com o arquétipo na mente de liberdade plena, em que não se abri espaço para perceber a igualdade entre seus co-cidadãos. Foram criados em clãs cujas estruturas sociais eram bem diferenciadas entre cidadãos e subcidadãos: a empregada, a arrumadeira, a passadeira, a lavadeira. Ecos de nosso Brasil escravocrata. Todos estão para lhe servir.

Assim, essa herança internalizada de ver o social e passada de pais para filhos e que se ramifica para todos os setores e que estabelece e reproduz as desigualdades sociais, se manifesta também no trânsito, por que não?

Para essa classe com privilégios, obedecer à lei, neste Brasil, é coisa de otário e de babacas, de gente pobre “honesta”.

Por quê? Porque o Brasil não é de todos os “cidadãos” – é de que detém o PODER. Desta forma, a lei, elaborada para atender a esta mesma casta aristocrática, é elaborada para que o pobre e cidadão comum obedeça, mas não para eles.

Por conseguinte, é por esta causa, que o bárbaro primitivo dono do carro Golf quando atropelou aqueles ciclistas em Porto Alegre(RS) não tinha em mente que seria, depois do ato crime, punido por tamanha brutalidade e violência gratuita.

Talvez neste momento nem pense que de fato será punido com cadeia.

Talvez seu advogado esteja montando a defesa de que seu cliente agiu impensadamente, sem dolo homicida; ou sem a plena consciência do ato bárbaro que estava por cometer devido ao stress de nosso trânsito; ou mesmo porque respondeu às provocações dos ciclistas.

Enfim, apelará pela mitigação da pena, e argumentará pela redução da aplicação da lei penal, de modo que pague com uma pena alternativa de prestação de serviços comunitários ou multa. Ou pagamento dos danos materiais às vítimas na esfera civil. Mas nada que faça com que sua vida não prossiga livre e solta, cheia de direitos, como dantes.

O meu desejo é que este ser vil e homicida em potencial seja encarcerado, preso, e que ele saiba a ser HOMEM na cadeia entre os demais bandidos. Pois lá, eu quero vê-lo sem a sua arma(Golf) para se defender. Ao mesmo tempo, como cristão, peço a Deus que ele aprenda com tudo isso, e deixe de ser um covarde. Pois a única coisa que posso dizer no momento desse quase diabo “civilizado” é que ele é um...

COVARDE!

Não é homem para enfrentar mano a mano qualquer daqueles ciclistas, e se escondeu dentro de seu carro atropelando vários ciclistas, sem ao menos, dá-lhes a oportunidade de se defenderem ou mesmo de evitar o choque, pois o carro, conforme as imagens, veio em direção deles em alta velocidade enquanto todos estavam de costas para o veículo. Quando se perceberam, já estavam voando como pássaros pelo ar pelo Golf...

O delegado deve fazer o inquérito mostrando a intenção de homicídio, passando ao Ministério Público para a propositura da AÇÃO PENAL com as evidências de que as mortes só não ocorreram por circunstâncias à alheia à vontade do infrator. Portanto, trata-se de tentativa de homicídio em concurso formal(quando com um só ato ou ação se atinge várias pessoas).

E mais, que caia sobre ele o agravante de motivo fútil, pois seus caprichos aristocráticos idiotados não justificam os atropelamentos.

Tenho certeza que o tribunal do júri ao ver as imagens se sensibilizará perante a crueldade de tamanha monstruosidade... e espero que o juiz fixe uma pena proporcional e justa a esta barbárie...

Algo que faria Hitler e Kadafi dizer: este é dos meus...

Teresina(PI)

28 de Fevereiro de 2011

sábado, 26 de fevereiro de 2011

REVOLUÇÃO ANTI-TIRIRICA JÁ: PIOR DO QUE ESTÁ NÃO PODE FICAR!

REVOLUÇÃO ANTI-TIRIRICA JÁ:

PIOR DO QUE ESTÁ NÃO PODE FICAR!

“Depois de submetido a um teste para provar à Justiça Eleitoral que não era analfabeto, o deputado, cantor, compositor e humorista Francisco Everardo Oliveira Silva - o Tiririca - foi indicado, nesta sexta-feira 25 de Fevereiro de 2011, titular da Comissão de Educação e Cultura da Câmara”.

FONTE: jornal on-line O Estadão

AUTOR: MARCOS PAULO

O circo já está armado. Agora a política brasileira avacalhou de vez. Disseram que haveria um apocalipse em 2012, e se houver mesmo, será este circo montado.

Nada contra ao fato de alguém não ser culto ou um diplomado de universidade, pois muitos dos pilantras que estão lá no Congresso possuem até doutorado. Mas não dá pra conceber alguém como Tiririca sendo titular da comissão de Educação e Cultura da Câmara. A problemática da Educação Brasileira precisa de alguém de pulso forte e caráter firme e com uma trajetória de conhecimento da área. Do contrário nada acontecerá de diferente do que foi até agora feito (quase nada).

Tanta gente boa e gente bem capacitada neste Brasil. O problema é que essa gente boa, por comodismo e falta mesmo de conscientização política e interesse no bem comum não se candidata, não querem nem saber de política, ficam de fora das grandes questões do Brasil nos seus confortáveis laboratórios de letras, no mundo da pura teoria nas universidades e faculdades, ou do tecnicismo laboral, apenas criticando e vivendo suas vidinhas medíocres de classe média abobalhada.

Daí o que sobra são uns bando de imbecis de eleitores, que para avacalhar este país elegem Tiririca como deputado & CIA Ltda de celebridades.

É verdade que há anos os ministros de Educação e políticos em geral nada fazem pela Educação no Brasil. Mas, meu caro, avacalhar de vez com tudo é muita insanidade e muita falta de vergonha na cara de toda essa cambada da Câmara Federal. É soltar “puns” na cara de todo cidadão brasileiro, com tamanho jogo político sendo armado, para no futuro, o Tiririca sirva de trampolim para algum político marqueteiro chegar à presidência da república. Ora, um deputado com a segunda maior votação da história da Câmara, se Tiririca, por exemplo, exercer um papel populista e demagógico na área da educação, não será difícil imaginar que ele surja como vice em uma chapa para a presidência.

Pois, digo outra vez o que já deixei explícito no artigo anterior, que é preciso uma revolução anti-“Mubarakiana” brasileirada, do contrário tudo continuará como dantes no quartel de Abrantes. Se não tivermos a coragem de sacudir as autoridades aí postas no governo, nada mudará. Os Ministérios, a Presidência, a Câmara Federal, o Senado, enfim todo este cenário público continuará sendo uma grande “PRAÇA É NOSSA” patrocinada, não pelo SBT, mas por todos nós cidadãos que paga impostos, e que alimenta este triste show de palhaçada. É hora de acabar com todo este espetáculo, através de uma revolução anti-tiririca já!

No entanto, pessoalmente em minhas convicções, acho muito difícil, pois esse “povinho” de merda só pensa em carnaval, bunda, micareta, futebol... dá-lhes as batucadas do axé, funk e da suingueira imbecilizada, com mais Restart e Luan Santana e você verá um bando de alienados com meteoros de paixão vidrados em coisas fúteis e abobalhados... um mundaréu de pessoas que se reúnem em shopping, em Micaretas, Carnaval, lotam estádios de Futebol – mas cadê essa gente se reunindo e discutindo o futuro do país? Cadê os sindicatos e os partidos políticos, as associações, as entidades jurídicas de defesa da sociedade em conjunto com a sociedade civil discutindo e protestando diante de tamanha avacalhação que estão querendo fazer neste país.

Não é à toa que este país é um país sem cultura e educação se comparado com países vizinhos como o Chile e a Argentina. Ora, quando a Educação passou mesmo a ser prioridade neste país? Jamais, e digo isso porque não precisa ser um grande cientista político para saber disso. Basta pensar que a maior expressão em termos numéricos no Brasil de voto tanto a Lula quanto a Dilma foi no Nordeste. E sabemos que nesta região é onde se localiza tanto maior pobreza quanto a péssima educação pública. Daí que uma pobre e ignorante gente com falta de conhecimentos e escolaridade em todo este território tornam-se excelentes campos de eleitores.

Portanto, a educação, neste país, não é do interesse para os homens que vivem da sacanagem na política. Quanto mais gente precisando vender seu voto em troca de algum benefício melhor será aos profissionais da corrupção.

A ONU diz que é ora de agir na Líbia para evitar os massacres, mas pelo amor de Deus, o Brasil também está precisando de uma intervenção urgente em termos de política. O nosso “Kadafi” se repete a Kada eleições na medida em que os aposentados são massacrados com esse regime de previdência, e nesse caso, cadê os direitos humanos?

Porém, o que a história nos mostra é que aqui no Brasil sempre houve um distanciamento entre aqueles que estão no poder político e aqueles que estão sendo governado. Nossa democracia é só para quem acredita que ela exista, pois na realidade, para mim, a nossa democracia é um faz de conta.

Os políticos no poder fazem o que querem.

Lula saiu e deixou uma dívida de 33, 3 bilhões, diz o jorna Estadão: “O ministro Mário Negromonte lida com a difícil escolha entre fazer novos investimentos em saneamento, habitação, urbanização de favelas ou pagar a conta deixada por Lula”. O presidente Lula foi talvez até mais corrupto do que outros presidentes. Segundo as recentes notícias deste inicio de ano, procurem saber acerca da ação de improbidade administrativa que o Ministério Público Federal está propondo em face do dinheiro público que Lula gastou em benefício do banco BMG(9,5milhões de reais). Será que haverá mesmo alguma punição? Cadê o povo massa indignado? Estão todos submissos como ovelhas prontas ao matadouro, contentes com o bolsa família. E os grandes capitalistas do setor privado adorando os envolvimentos com o poder público com desvios de dinheiro público.

Há vários Partidos Políticos com filosofias sinônimas, assim sendo me diga então para que a existência dos vários Partidos, se o objetivo é sempre o mesmo, ou seja, meter a mão na bufufa. Enquanto filosofia política o pluripartidarismo é ótimo se fosse aplicado com seriedade, mas infelizmente a quantidade de partidos que temos só serve mesmo para levantar uma falsa bandeira de interesse público, enquanto por trás o que há mesmo é uma bandeira de interesses privados do próprio clã eleitoral.

Estamos esperando o quê em termos de reforma política com Collor, Sarney, Ex-BBBs, Tiririca, Romário das praias do RJ jogando fute-volei?

Tudo me parece um grande show humorístico em Brasília.

O que eu posso fazer?

Nada, uma andorinha sozinha não faz verão

Enquanto isso, tenho que aguentar inerte este sarro que estão tirando da minha cara enquanto cidadão brasileiro.

É melhor debochar, do que chorar de tristeza...

Ou tampa os ouvidos para não ouvir florentina, florentina, florentina de jesus...

Ou fecha os olhos para a realidade cheia de aberrações

Fim de papo!

26 de Fevereiro de 2011

Teresina - PI